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A vida dedicada à Educação.Embora aposentada, continuo preocupada com a formação de nossas crianças e jovens. Tudo pela Educação.

domingo, 19 de julho de 2009

MÁGICO E EQUILIBRISTA, VOCÊ FAZ O SHOW !

Nestes tempos de intensa tecnologia, quando tudo é tão rápido quanto superficial, talvez a nossa maior preocupação deveria ser como estabelecer laços mais fortes e duradouros, íntimos mesmo, com as pessoas em geral, próximas ou não. No contexto escolar é claro que essa ligação se faz ainda mais necessária , principalmente entre professor e aluno.
Como bom estrategista, cabe ao professor buscar oferecer as condições necessárias para que essa interação aconteça, pois já sabemos que se não se consegue a simpatia, a comunicação, a confiança, o diálogo efetivo com o aluno, não conseguiremos realizar o nosso trabalho. Hoje, por incrível que pareça, somos nós - e somente nós - os responsáveis pelos resultados da sala de aula. Pelo menos é assim que somos vistos pelas autoridades educacionais e, consequentemente,
por grande parte da sociedade a que "servimos".
Pois bem, mesmo que asssim não fosse, não é novidade nenhuma que a motivação é parte integrante de uma aula de qualidade, aquela aula que realmente promove a esperada aprendizagem. Mas também não é novidade, que está ficando cada vez mais difícil motivar essa moçada de hoje...
Ouso dizer que sei o que eles esperam de uma boa aula: movimento, novidades, riqueza de estímulos visuais e auditivos, viagens, visitas (que tal a Disneylândia?), trabalho de campo, enfim recursos tecnológicos os mais variados, um verdadeiro show para lhes incendiar os sentidos !!!
E você discorda deles? Eu não!!!...
Ao professor cabe fazer o show... Como?... Tente, invente, faça diferente... Você é mágico..!!!! E o salário, ó...
BOA SORTE, COLEGA !

domingo, 5 de julho de 2009

FAMÍLIA X ESCOLA

" A dificuldade para educar uma criança é enorme. Mas o custo de não educá-la é incalculável."

Houve um tempo em que os pais tinham a consciência de que eram os responsáveis pela educação dos filhos. Apesar dos muitos afazeres e preocupações com trabalho, dificuldades financeiras, que como hoje também existiam, arranjavam tempo para dedicar diversas horas de atenção às suas crianças e jovens, com boas conversas ao redor da mesa no fim do dia. Ouvindo e sendo ouvidos, esses momentos quase sempre garantiam uma interação entre eles, fundamental na formação dos mais novos. Enquanto experiências de vida eram partilhadas, ali ficava evidenciada a relação de força e poder que um pai responsável deve demonstrar em suas relações com os filhos. Nesse tempo também, a escola era encarada como uma instituição onde se ia para aprender, pois a família era (será que não devia dizer, é?) o berço da formação de regras, limites e valores.
Hoje, grande parcela da responsabilidade do processo educacional foi transferida para a escola por "absoluta falta de tempo dos pais"! Tudo bem que os tempos são outros, mas nada substitui a obrigação da família na construção dos valores, regras e limites para os filhos. A criança, o jovem, precisa sentir a força e a autoridade de seus responsáveis. Necessita de alguém firme, corajoso, poderoso mesmo, que cuide e zele dele para que ele se torne também, forte corajoso e responsável.
Porém, ao contrário disso tudo, estamos vendo uma geração de adultos cada vez mais sem voz e, consequentemente, jovens cada vez mais sem limites, sem educação de berço. E sabe onde eles vão cair? Na sala de aula, em cima da cabeça de um pobre professor mal pago , que precisa "rebolar" para conseguir (e nem sempre consegue ) ser ouvido, para realizar o trabalho que planejou.
E ainda dizem que o mau resultado na educação é culpa do professor ???!!!


quinta-feira, 25 de junho de 2009

...e a disciplina, como vai?

"Seja forte o suficiente para que nada atrapalhe sua tranquilidade mental...nem mesmo um aviãozinho de papel voando no fundo da sala enquanto você fala."(anônimo)


A escola de hoje vive ainda um dilema mal resolvido entre a autoridade e a liberdade na sala de aula. Procurando superar o autoritarismo da escola tradicional, acaba resvalando no outro extremo tão perigoso quanto o primeiro: a licenciosidade.
Em nome de uma escola dita democrática aparece a figura do professor bonzinho, moderno, amigão, "generoso" que todos nós conhecemos e que perdendo os limites necessários, transforma a liberdade pretendida em prejuízo na sua autoridade de mestre. É claro que uma liberdade mal dirigida desequilibra o ambiente pedagógico fazendo desandar todo o trabalho.
É aí que reside o desafio para nós que buscamos esse meio termo. Como fazer para que a liberdade assuma a necessidade do limite, sem cair no autoritarismo ?Da harmonia entre autoridade e liberdade, intermediada pelo limite, é que resulta a disciplina desejável e necessária à prática docente.
É preciso, portanto, jogo de cintura, tolerância, respeito, carinho, mas também segurança, firmeza, atitude de mestre e muita competência, caso contrário sua cabeça vai sim, virar aeroporto de aviãozinho de papel....

domingo, 21 de junho de 2009

"Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança." (P. Freire)


Se é fato que a esperança faz parte da natureza humana, para nós professores ela é quase uma bandeira. Vivemos buscando meios de diminuir tudo aquilo que possa ser entrave à realização de nossos sonhos profissionais. E se buscamos, é porque temos esperança :
- esperança de uma valorização que tínhamos e perdemos;
- esperança de um dia voltar a contar com uma clientela interessada em aprender;
- esperança de que os pais de nossos alunos entendam que são os primeiros responsáveis pela formação dos filhos que puseram no mundo;
- esperança de voltar a ser respeitado pelos governos, pela sociedade e, consequentemente, pelos alunos;
- esperança de que todos os professores tenham a competência pedagógica, o rigor e o carinho necessários ao desenvolvimento da função que desempenham, de forma que mereçam encontrar aquilo que buscam.
Enquanto isso, colega, continue amorosamente cumprindo seu dever - sem ranço - com seriedade, disponibilidade, ética e, sobretudo, alegria. Sim, a alegria deve ser uma constante em nosso trabalho. Deve fazer parte do processo de busca pois é ela que alimenta a esperança !

terça-feira, 16 de junho de 2009

SER EDUCADOR

"QUE PRESENTE MELHOR PODERÍAMOS OFERECER À REPÚBLICA ALÉM DE EDUCAR NOSSOS JOVENS ?" (CÍCERO).

Muito me diz essa frase pois vivi grande parte de minha vida indo ao encontro de meus alunos, dividindo com eles um espaço pedagógico nem sempre adequado, procurando fazer daqueles momentos do fazer-docente, um exercício constante da certeza de que vale a pena lutar contra todos os obstáculos que, muitas vezes, a própria sociedade nos impõe, enquanto educadores. Trabalhar com competência, disciplina intelectual e amor, na formação de gente melhor para melhorar cada vez mais o nosso país, exige de nós um alto grau de responsabilidade ética mas também o reconhecimento da sociedade como um todo, posto que as sementes que plantamos hoje, serão a colheita da Pátria amanhã. O poder dos professores é... ETERNO.